quinta-feira, 21 de julho de 2011

12º Acampamento Sáfico 9, 10 e 11 de Setembro 2011

O Clube Safo, organização que faz parte da Coordenação portuguesa da MMM, vai organizar o 12º Acampamento Sáfico
9, 10 e 11 de Setembro de 2011
Ericeira Camping


Podes confirmar a tua presença ou solicitar mais informação para o e-mail clubesafo@clubesafo.com ou através do telefone 967 957 516.

terça-feira, 12 de julho de 2011

quarta-feira, 6 de julho de 2011

terça-feira, 17 de maio de 2011

A Marcha Mundial das Mulheres saúda e associa-se às iniciativas assinalando o Dia 17 de Maio


A Marcha Mundial das Mulheres saúda e associa-se às iniciativas assinalando o Dia 17 de Maio - Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia

Rumo a um mundo, a um país em que a justiça, a liberdade, a igualdade, a paz e a solidariedade imperam, a Coordenadora Portuguesa da Marcha Mundial das Mulheres (MMM), enquanto rede feminista internacional comprometida com a construção de um mundo livre de qualquer forma de opressão, onde cada pessoa possa gozar plenamente dos seus direitos e deveres de cidadania, não podia deixar de assinalar o Dia 17 de Maio – Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia. 

A dignidade da pessoa humana e o direito à igualdade e à não discriminação, reconhecidos, nomeadamente, na Declaração Universal dos Direitos Humanos, na Convenção das Nações Unidas sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação e noutros documentos jurídicos internacionais e europeus subscritos pelo Estado Português, têm expressão jurídica na Constituição da República Portuguesa e em vários diplomas do nosso quadro legal. Contudo, a experiência mostra que as leis não são totalmente cumpridas pelo Estado, pelas entidades patronais, pelas instituições e pela sociedade civil.

Existe uma relação muito profunda entre a discriminação de género e a discriminação com base na orientação sexual. As formas mais relevantes do sexismo são o machismo, a misoginia, a homofobia, a lesbofobia, a bifobia e a transfobia. E uma característica comum a todas elas é que são a expressão de formas centradas no domínio masculino patriarcal.
Sexismo, homofobia e transfobia, estão intimamente ligados quando se considera a heterossexualidade como natural, superior e positiva, e a homossexualidade, como inferior, negativa, e anti-natural. As atitudes de hostilidade e violência contra gays, lésbicas, bissexuais e transgéneros são manifestações desta forma de sexismo que, como as demais, legitima, justifica e torna inquestionável a sua prática.
Para desenvolver uma sociedade inclusiva e uma economia mais dinâmica, colhendo os frutos da diversidade, torna-se imperativo eliminar os factores de discriminação, enraizados nas nossas estruturas e práticas, em razão do sexo, do género, da orientação sexual e da identidade de género em todas as áreas em relação às quais o Estado tem responsabilidades.

A nós, enquanto sociedade/colectivo, falta-nos assegurar uma efectiva mudança social e cultural que ponha fim a modelos hegemónicos que oprimem, inviabilizam e silenciam tudo o que é tido como “fora da norma”. Falta-nos denunciar e combater sistematicamente qualquer forma de discriminação. Falta-nos construir outros imaginários. Falta-nos valorizar as diferentes identidades e formas de ser, estar e amar. Falta-nos mais liberdade, mais dignidade, mais igualdade.

A estes desafios, a estes imperativos, a coordenadora portuguesa da Marcha Mundial das Mulheres diz, como sempre disse, presente! E solidariza-se com todas as organizações, os movimentos, as pessoas que diariamente estão empenhados e empenhadas em derrubar muros, em construir alicerces de uma cidadania plena para todos e todas, em construir um outro mundo que é possível.

sábado, 23 de abril de 2011

No 25 de Abril estaremos na rua!

Imagem do projecto After the Utopia




Pois...

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.

Sophia de Mello Breyner
(1919-2004)

(Encontro às 15h à frente do Diário de Notícias. Sejamos muitas e muitos)

quinta-feira, 10 de março de 2011

Comunicado: As mulheres estão na rua a 12 de Março!


A Marcha Mundial das Mulheres em Portugal solidariza-se com o Protesto da Geração à Rasca e no dia 12 de Março estará na Avenida juntando-se a desempregad@s, “quinhentoseuristas” e outr@s mal remunerad@s, escrav@s disfarçad@s, subcontratad@s, contratad@s a prazo, fals@s trabalhador@s independentes, trabalhador@s intermitentes, estagiári@s, bolseir@s, trabalhador@s-estudantes, estudantes, mães, pais, filhas e filhos. Porque este é um protesto justo e necessário!

Destas gerações também fazemos parte e com elas estamos solidárias. Solidárias não só por fazermos parte da mesma realidade, como também pela vontade partilhada de a transformar. Porque acreditamos que a voz de tod@s nas ruas é o caminho necessário para essa transformação.

Enfrentamos hoje uma grave crise económica, financeira e social que tem origem num sistema desigual e que afecta a vida das mulheres. Neste contexto em que o desemprego, a precariedade, as desigualdades sociais e a pobreza se acentuam, os discursos e as políticas neo-liberais reforçam ainda mais a estereotipia de género, continuando a associar de modo mais explícito as mulheres às funções da maternidade e do cuidar e a empregos precários e de baixos salários.

A crise financeira, energética, ambiental e alimentar -  consequência directa do sistema neoliberal de exploração e especulação – tem também reduzido as possibilidades de as mulheres encontrarem emprego, aumentado a precariedade dos empregos que existem e os níveis de pobreza tanto para mulheres como para homens.

A exploração do trabalho das mulheres está na base da organização do sistema económico capitalista neoliberal:

♀ As mulheres recebem sistematicamente menos que os seus colegas homens pelo mesmo trabalho (os seus salários ainda são considerados complementares aos salários dos homens. Quer os trabalhadores, quer as trabalhadoras vêem-se obrigad@s a competir entre si por trabalhos precários no sistema neoliberal permitindo, desta forma, a redução dos salários e das condições de trabalho em geral;
♀ O trabalho é tipicamente precário: horas flexíveis, horas extra não pagas, trabalho a tempo parcial ou contratos de curto prazo, condicionamentos à sindicalização, desrespeito por direitos adquiridos, falta de segurança social, de medidas de saúde e protecção laboral, relações de trabalho cada vez mais desiguais, fragilizando a situação das mulheres perante superiores e colegas e tornando-as mais vulneráveis a situações de assédio sexual e à denúncia das mesmas, etc.;
♀ A força de trabalho das mulheres sustenta a indústria de serviços (actualmente é o principal sector mundial de emprego de mulheres) em grande parte devido à migração das mulheres pobres para países ricos (sul para norte e leste para oeste) em busca de emprego no sector doméstico ou dos cuidados;
♀ As mulheres imigrantes enviam uma parte importante dos seus rendimentos para manter e apoiar a família no seu país de origem – estas transferências de dinheiro têm uma influência significativa na economia destes países. Apesar de ser uma emigração impulsionada, estas mulheres acabam sendo submetidas às piores condições de trabalho e a exploração sexual;
♀ A privatização dos serviços públicos e o corte nos gastos públicos em saúde, educação, serviços de cuidado de crianças, saneamento básico e água resulta num aumento do trabalho doméstico e comunitário realizado pelas mulheres.


Em luta pela autonomia económica das mulheres, exigimos:

♀ Direito de todas as trabalhadoras e trabalhadores – incluindo as e os vulneráveis como domésticas, migrantes, transgéneros e transexuais, - ao emprego, com condições de saúde e protecção laboral, sem assédio e violência, e no qual a sua dignidade e o seu trabalho sejam respeitados, sem discriminação de qualquer tipo (nacionalidade, etnia, sexo,  identidade de género,  orientação sexual, deficiência, etc.);
♀ Direito à Segurança Social, incluindo o pagamento de apoios em caso de doença, incapacidade, licença de maternidade e paternidade e programas de rendimento mínimo que permitam que as mulheres e homens tenham uma qualidade de vida decente;
♀ Salários iguais para o mesmo trabalho de homens e mulheres;
♀ Salário mínimo justo (para diminuir a diferença entre salários mais altos e mais baixos e assegurar que todas e todos vivam com dignidade com as pessoas que são suas dependentes) instituído por lei e que sirva como referência para todo o trabalho remunerado (público e privado) e prestação de serviços sociais públicos. Defendemos a criação de uma política de valorização permanente do salário mínimo;
♀ Acesso das mulheres à terra, sementes, água, matéria-prima e a todo o apoio necessário para a produção e comercialização na agricultura, pesca, pecuária e artesanato;
♀ Fortalecimento da economia solidária, com crédito subsidiado, apoio à distribuição, comercialização e intercâmbio de conhecimento e práticas locais;
♀ A reorganização do trabalho doméstico e de cuidados para que a responsabilidade na sua gestão e execução seja partilhada entre mulheres e homens dentro das famílias e comunidades, de modo a permitir a participação cidadã e o lazer. Para que isto se torne uma realidade, exigimos a adopção de políticas públicas que apoiem equipamentos sociais, com horários alargados, como creches, lavandarias e restaurantes colectivos, cuidados para idos@s, etc., assim como a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários.

A justiça social global só pode acontecer numa perspectiva de eliminação das múltiplas discriminações que violentam milhões de seres humanos, sejam elas de classe, de género, de etnia, de orientação sexual, de capacidade ou outras dimensões igualmente opressoras, rejeitando qualquer forma de hierarquização entre elas.

Por tudo isto, a 12 de Março, também lá estaremos!

A Marcha Mundial das Mulheres celebra, assim, os 100 anos do 8 de Março.

100 anos, mil lutas, para escravas não sermos!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Campanha Europeia: Efeitos da crise na vida das mulheres na Europa


(Estaremos a recolher testemunhos até 15 de Março. Envia-nos o teu. Individual ou colectivo. Para mmmulherespt@gmail.com)

Em muitos dos nossos países, utiliza-se a crise económica para concentrar em poucas mãos a riqueza e o poder, explorando a força de trabalho ao máximo, limitando as práticas democráticas, aumentando o ódio e a divisão entre diferentes sectores da população enquanto não se dá uma solução real que se centre na vida das pessoas e na sobrevivência do nosso planeta.

Fazemos aqui o convite para que penseis sobre as mudanças nos direitos e liberdades (avanços e recuos), e também sobre como os impactos das crises e as respostas políticas afectaram a vida diária das mulheres nos últimos anos, destacando os grupos mais vulneráveis, como são as mulheres jovens, as com mais idade e as mulheres migrantes.

Os temas podem ser (a lista não é exaustiva):

      Violências contra as mulheres (doméstica, no trabalho, nos espaços públicos, tráfico...)

      Sexualidade, saúde, autodeterminação, aborto.

      Autonomia financeira, ganhos do trabalho, pensões, divisão laboral.

      Condições de vida, precariedade, acceso aos serviços públicos e/ou sociais.

      Política educativa, política familiar e a realidade (muitas vezes em contradição).

      Militarização, repressão, subida da direita nacionalista, racista e fundamentalista.

      Como se vêm a si mesmas as mulheres jovens neste contexto? (Imagem de si mesmas e do seu futuro).